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20 projetos concorrem ao Prémio de Arquitetura do Douro

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Vencedor é revelado na terça-feira, numa cerimónia que terá o Mosteiro de São João de Tarouca como cenário.

Um miradouro, duas piscinas, uma escola e um centro desportivo sobressaem entre as 20 propostas que neste ano concorrem à quinta edição do Prémio Arquitetura do Douro. Sobressaem porque são dos poucos projetos que de uma forma ou outra não estão relacionados com uma das principais atividades da região nortenha: a produção de vinho. Esses, sim, são os projetos em maioria que se concentram sobretudo no coração da região vinhateira.

Galardão bienal, lançado em 2006 por ocasião das comemorações dos 250 anos da Região Demarcada do Douro, os objetivos do Prémio de Arquitetura “são claros”, refere ao DN Ricardo Magalhães: “Distinguir os trabalhos de arquitetura que têm de estar concluídos até dezembro do ano anterior, incrementar novas lógicas arquitetónicas e valores patrimoniais, bem como a renovação dos espaços públicos e a recuperação de modos tradicionais de construção.”

O vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte acrescenta ainda: “Até vamos um pouco mais longe. Há também a intenção de, ao melhorar a arquitetura do Alto Douro, que a região, do ponto de vista turístico, também ganhe.” Na opinião do dirigente, “estes edifícios acabam, por si só, por ser um fator de atração para esta paisagem cultural do Alto Douro Vinhateiro”, inscrita na lista do Património Mundial da UNESCO desde dezembro de 2001.

E concretiza: “Há hoje espalhados pela região edifícios, como por exemplo adegas, que são excelentes exemplos de arquitetura. Já não são só espaços onde se produz bons vinhos, como é o caso do Douro, mas acabam também por ser espaços multiúsos onde vários acontecimentos culturais vão tendo lugar.”

Numa organização da CCDR–N em parceria com a Direção Regional de Cultura do Norte, do Turismo do Porto e do Norte de Portugal, da Ordem dos Arquitetos da região do Norte e a Câmara Municipal de Tarouca, o júri é composto por elementos destas instituições. E para aferir da qualidade das propostas recebidas, foi ao terreno para “ver cada um dos projetos e a sua integração na paisagem”, conta Ricardo Magalhães. Um trabalho exigente, refere, que passou por Santa Marta de Penaguião, Vila Nova de Foz Coa, São João da Pesqueira, Tabuaço, Peso da Régua, Sernancelhe, Lamego, Mesão Frio e Sabrosa. É neste último município que se situa o Edifício Espaço Miguel Torga, com traço de Eduardo Souto de Moura, o nome mais sonante entre os autores dos 20 projetos a concurso.

“Na terça-feira, quando anunciarmos o vencedor, todos verão que mereceu a pena todo este investimento”, promete o vice-presidente da CCDR-N, lembrando que a cerimónia se realiza no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, uma das razões que levaram à escolha do Mosteiro de São João de Tarouca como palco.

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